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Nestas últimas semanas,
comecei e terminei a leitura de Quentin Tarantino (Quentin Tarantino – The Film Geek Files),
livro – editado por aqui pela Editora LeYa – escrito por Paul A. Woods, que
reúne uma série de ensaios e entrevistas de diversos autores publicados na
época de lançamento dos filmes deste cineasta que virou a mesa no modus
operandi em Hollywood. Como tinha somente sete anos de idade quando o primeiro
filme de Tarantino foi lançado – Cães de
Aluguel – e não acompanhei o frisson em cima de Pulp Fiction na mesma época (mais lembrava bem do anúncio do filme
a ser transmitido na TV pelo SBT), é interessante ler os comentários sobre o
cineasta como se estivesse vivendo aquele período.
Ainda lembro do dia em
que conferi meu primeiro filme do cineasta: a fita VHS rodava no videocassete a
cena final de Pulp Fiction mostrava
Jules e Vincent saindo da lanchonete acompanhados por uma trilha de surf music
e eu, com meus treze anos, deitado na minha cama num final de tarde, em êxtase
por tudo que havia acompanhado naquelas pouco mais de duas horas. Os gângsters ocupados com situações que
qualquer um de nós poderia ter passado e discutindo suas banalidades entre um assassinato
e outro. E, hoje, ao conferir as opiniões diversificadas sobre suas obras
subsequentes, assim como suas próprias opiniões, é prazeroso por tornar sua
obra mais próxima de um público que se agrada bastante de seus filmes, mas,
muitas vezes, não sabe muito bem porque gostou do estilo do cineasta cinquentão.
O livro aborda com mais
profundidade o trajeto do cineasta desde Cães
de Aluguel até Kill Bill –
contando com uma média de três a quatro ensaios por filme -, deixando Sin City, À Prova de Morte e BastardosInglórios com menos ênfase – provavelmente por terem sido incluídos por
conta de uma segunda edição, com um ensaio cada um. Mas não deixa de ser
leitura mais do que obrigatória nesta época em que o cineasta continua em alta
com a recém-chegada de sua mais nova obra, DjangoLivre.